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Descaso com a classe de professores

Lei 10.261/68

 

Artigo 176 – O funcionário terá direito ao gozo de 30 (trinta) dias de férias anuais, observada a escala que for aprovada.
§ 1º – É proibido levar à conta de férias qualquer falta ao trabalho.
§ 2º – É proibida a acumulação de férias, salvo por absoluta necessidade de serviço e pelo máximo de 2 (dois) anos consecutivos.
§ 3º – O período de férias será reduzido para 20 (vinte) dias, se o servidor, no exercício anterior, tiver, considerados em conjunto, mais de 10 (dez) não comparecimentos correspondentes a faltas abonadas, justificadas e injustificadas ou às licenças previstas nos itens IV, VI e VII do artigo 181.
§ 4º – Durante as férias, o funcionário terá direito a todas as vantagens, como se estivesse em exercício.


Artigo 177 – Atendido o interesse do serviço, o funcionário poderá gozar férias de uma só vez ou em dois períodos iguais.

Caros Colegas.

 

Com a nova resolução SE 44/11 ficaremos obrigados a tirar férias em dois períodos, e a Lei 10.261/68 em seu artigo 177 determina que possam ser dois períodos iguais; acredito que nunca houve arrochos e ataques como estes que estamos presenciando. A questão salarial onde o governo descumpre a data base, não investe em infra-estrutura nos prédios e equipamentos escolares e muito menos na formação dos professores, a todo o momento culpa os professores pela má qualidade do ensino, a precarização dos professores em letrinha e 200 dias na geladeira criando um exército de letras para guerrearem uns contra os outros dentro da mesma unidade escolar, usa a meritocracia para dividir a classe e dar aumento para poucos, uma reposição salarial que deveria ser concedida de uma única vez ele parcela em quatro anos, chama alguns professores não representantes sindicais para os encontros nos pólos e acusa que suas iniciativas foram reivindicadas nos pólos como o divisão das feria em duas partes iguais, não acredito que isso deva ter partido do coletivo dos professores, restringe o comparecimento dos professores ao médico, obrigando o professor a ficar doente apenas uma vez por mês como se ele controlasse os dias em que pode ficar doente. Não será surpresa se logo em breve ele retirar o recesso de dezembro.

 

Temos que levar em conta que esse reajuste é uma enganação, o IPCA já está a 6,71% ou seja, o fator de corrosão salarial é maior que o reajuste que o governo quer dar, ao final de quatro anos nosso salário terá perdido o atual poder de compras. Estamos sendo atacados por todos os lados pelo governo, financeiro, intelectual e moral, o que vamos fazer? Esperar o golpe de misericórdia? Temos que lutar por nosso emprego, afinal é para isso que nos preparamos, é o nosso oficio, não podemos deixar que pessoas que passem pelo Palácio dos Bandeirantes nos usem e nos cuspam a hora que quiserem, temos a opção de fazer alguma coisa, cada um de nós temos a obrigação e o dever de lutar pela nossa profissão e dignidade. Se não fizermos nada agora, coisas piores virão, lembre-se, se está ruim, pode ficar pior; o que esperar de um governo que maltrata nossa classe a mais de 20 anos? Devemos deixar de ser subservientes e agir em prol da nossa classe.

 

Acredito que ainda não inventaram um instrumento tão eficaz contra os patões que não a GREVE, a greve é o único instrumento capaz de colocar os dois poderes na mesma situação, tanto patrão quanto empregado; a greve é um instrumento legal, e é usado até pelo próprio judiciário ficando apenas os militares proibidos de usá-las e isso é constitucional, portanto acredito que devamos usar desse nosso direito para pedir respeito a este governo que usa políticas de governo e não política de Estado. Lembro que os governos se vão e suas políticas errôneas permanecem.

 

É preciso ter unidade em torno da construção dessa greve, devemos criá-la com todos nas ruas e preparados para suportar as retaliações do governo que virão sim, pois estamos lidando com governos fascistas que impõe suas vontades através de decretos e resoluções sem o diálogo com a categoria, os pólos foi uma cena armada para justificarem perante a sociedade que o que eles decretam e “resolucionam” são a pedido dos profissionais da educação.

 

Peço o apoio dos colegas para mobilização e construção da greve no primeiro dia letivo após o recesso, falo aqui como professor, pois não debatemos este assunto em RE e muito menos com os professores que já estão de recesso.

 

Temos que construir a greve! E será construída com a decisão do professorado, pois se assim for, o sindicato terá que nos apoiar. E este veículo de comunicação é o caminho para a construção da nossa greve e onde teremos noção de como anda a intenção da classe em chamar esta greve na próxima assembléia que provavelmente deverá ocorrer em agosto. Sindicato sem base(professores) não pode chamar a greve e professores sem sindicato também não pode chamar a greve.

 

Chaga! Basta de tanta humilhação!

 

Abraços!

 

 

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