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HOMENS-BOMBA X OS PROFESSORES-BÔNUS

 

Quando nos chegam aos ouvidos e olhos, principalmente a esses últimos, notícias sobre a explosão de um homem-bomba, ficamos indignados com tamanha brutalidade. Como pode um homem chegar ao aniquilamento de si próprio e se desintegrar com um ato tão bárbaro? Tal ato parece aproximar o homem/sujeito de uma objetividade que lhe tolhe a sua própria subjetividade; ou seja, o homem se torna uma bomba, se objetiva, se reifica, se coisifica. Mas quando pensamos nos homens-bomba do Oriente – Médio é possível lhes atribuir uma certa motivação cultural/religiosa; neste sentido seu ato não é vão pois, sugere uma causa e uma finalidade. A causa geralmente está associada à libertação de um povo que está sendo oprimido por um outro povo e a finalidade é exatamente a libertação desse povo oprimido. Nessa perspectiva um homem-bomba busca na transcendência de seu ato a superação da sua própria aniquilação objetivante. Ao se tornar objeto este sujeito aniquilado duplamente busca uma dupla superação: a de seu povo e a sua propriamente dita, portanto, seu ato bárbaro passa a ser um ato heróico com conseqüências de tornar-se referência ao seu povo. Quando nos chegam aos ouvidos e olhos, principalmente a esses últimos, noticias sobre a explosão do número de professores-bônus, ficamos indignados com tamanha brutalidade. Como pode um professor chegar ao aniquilamento de si próprio e se desintegrar com um ato tão bárbaro? Tal ato parece aproximar o professor/sujeito de uma objetividade que lhe tolhe a sua própria subjetividade; ou seja, o professor se torna um bônus, se objetiva, se reifica, se coisifica. Mas quando pensamos nos professores-bônus do ensino-médio não é possível lhes atribuir uma certa motivação cultural/religiosa; neste sentido seu ato é vão pois, não sugere uma causa e uma finalidade. 

A causa (se houvesse) não estaria associada a libertação de um povo que é oprimido por um outro povo/classe e a finalidade (se houvesse) não seria exatamente a libertação desse povo oprimido. Nessa perspectiva um professor-bônus não busca uma transcendência no seu ato, não há a superação da sua própria aniquilação objetivante. Ao se tornar objeto este sujeito aniquilado não busca superação alguma: nem a de seu povo muito menos a sua propriamente dita, portanto, seu ato bárbaro passa a ser um ato hediondo (Aurélio: 1.depravado,vicioso, sórdido, imundo) com conseqüências de não tornar-se referência ao seu povo. Mas será que homens-bomba e professores-bônus são a constatação da efetivação do Estado-Mercado bobbitiano como “superação” do Estado-Nação? De cidadãos à mercadoria, felizes consumidores/consumidos; e algum governo dirá:

“Vamos pagar quanto?! E quando?!”. Senhores, não estamos vendendo barato demais “o que não tem preço”? Nossa liquidação é uma péssima referência a quem está se formando e a prova inconteste do nosso próprio embrutecimento. Mas será que não nos apercebemos disso? Será que o estágio de embrutecimento que nos encontramos não nos permite mais uma auto-avaliação? Uma reflexão? Na hipótese de que tal embrutecimento não tenha se configurado, ainda assim, é preciso passar da reflexão à prática. Não uma prática objetiva que visa custo-benefício, ou seja, racional instrumental; muito menos uma prática subjetiva abobalhada que visa a “afetividade” sem considerar os atravessamentos ideológicos constituídos. É preciso acreditar que iremos (já estamos) mudar o mundo, não com bombas e bônus, mas sim com Homens e Professores.

(Texto extraído da Internet na íntegra sem correção)

Fonte: ( Orkut – Professores do Estado de SP)

Os homens-bomba tem mais dignidade e respeito do que os “homens-bônus”, os homens-bônus não tem ideal, são parasitas do sistema, não contradiz o sistema e diz: “num adianta”. Assim que os homens-bônus tomarem consciência de seu papel, talvez se tornem  homens-bomba e passe a ser respeitado e admirado pelo seu povo.

Achei o discurso do texto muito apropriado para dizer quem é verdadeiramente culpado pelo caos na educação, os vanguardistas estão a espera de bônus e reconhecimento e se esquecem de se “coisificar” em algo que transforme seu cotidiano em algo real.

 

(Fiz uma paráfrase com o professores-bônus e Homens-bônus.)

 

Um forte Abraço. Prof. JACSON

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