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O neoliberais e o ensino público

Publicado por Paulo Azevedo Cavalcanti em 29 novembro 2008 às 21:36 em Educação

 

Hoje, faço um paralelo de como as chamadas "reformas liberais" – interferiram no cotidiano do cidadão, via escola pública.
 
Curiosamente, nesta quarta feira (26/11), o jornalão Folha de S. Paulo, publicou um artigo de Dagmar Maril Leopoldi Zibas, mestre em psicologia da educação pela PUC-SP, que no entender "dela", a depredação da Escola Estadual Amadeu Amaral, num bairro, classe média da Zona Leste de S. Paulo, pelos alunos, foi um ato de "revolta pela má qualidade do ensino". Veja: uma escola, que tinha quase 250 alunos em "situação de liberdade assistida" – sem que direção e professores tenham qualquer preparo para isso!!!
 
Em alguns momentos da vida, eu, "especialista em nada" – fico pasmo, com o academicismo dos intelectuais, que como dizia o educador Paulo Freire, "parece que falam, simplesmente pelo prazer de ouvir a própria voz" – pois uma fala dessas, vindo da boca de um especialista, nos leva a perguntar: o que ele fez na academia a vida inteira?
 
Acompanho bastante, e com muita atenção notícias veiculadas na mídia, sobre educação, e nunca participei da academia, à não ser certa vez, a de capoeira que existiu na rua da minha casa, mas uma analogia dessas vinda de quem é estudioso do assunto, é no mínimo uma temeridade!
 
Já lí muito, participei se seminários e congressos cujo tema era educação, o que posso comentar é que, chegamos ao seu limite de abandono e descaso, devido ao cumprimento de "recomendações" do FMI (Fundo Monetário Internacional – Banco Mundial – (Bird), em toda a América Latina nos anos 90.
 
O resultados da tais recomendações, podem ser medidas, especialmente na Argentina, Brasil, Chile e México, a análise é objeto de estudos de duas pesquisadoras, uma na área da Educação e outra da área de História, que deram uma entrevista na revista Fórum nº 68 desse mês, dando conta disso, são elas: Nora Rut Krawczyk e Vera Lúcia Vieira, que publicaram um livro, "A Reforma Educacional na América Latina – Uma Perspectiva histórico-ideológica" – Editora Xamã.
 
O que esses países têm em comum, com relação a adminstração da educação, é que adotaram a valorização a gestão privada, em detrimento da gestão pública e ganha força a idéia de que a educação tem um poder transformador sem necessidade de outras medidas estruturais. Observem a tragédia causada em 15 anos de administração tucana, transformando o ensino público no Estado de S. Paulo, em um barril de pólvora e cumprem à risca as "recomendações" (FMI x BIRD).
 
Outro dado curioso que as estudiosas abordam é o discurso que esses países assumiram, no sentido de justificarem a abertura da educação para setores privados. Passa-se a dar responsabilidades para o "mercado, para a família"
  
NESSA REFORMA, COMO O PROFESSOR FOI ATINGIDO?
A tal reforma, tem como centro as mudanças no interior das escolas. Uma das características comuns a todos os países é a burocratização do cotidiano de cada escola, que recebe funções antes concentradas (nas secretarias de governo). Isso significa um aumento do trabalho administrativo e da gestão financeira para os professores e para a equipe de direção. Esse aumento da responsabilidade significa que os professores têm que procurar outras fontes de recursos além do financiamento público.
  
É para a implementação dessa política neoliberal, que eles agora, exigem "projetos para tudo" dentro das escolas, a fim de justificarem suas movimentações nesse sentido – tudo isso, agregado a provinhas para professores, e medição de competência, tudo para produzir o chamado "ativismo institucional" além de criar uma "competitividade entre as escolas" – medidas que a imprensa vive elogiando, em especial o jornalista da Folha de S. Paulo, Gilberto Dimenstein, como se fosse a panacéia salvadora da educação em geral.
  
Enquanto isso, escola, professores e alunos, estão abandonados à própria sorte, e não se espantem se em um dado momento, aparecer um "iluminado" – propondo uma privatização das escolas públicas, ja implantaram a ‘PPP" – Parceria Público Privada – o que já um grande ensaio nessa direção. Quem viver, verá.
 
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